O objetivo é sempre estimular a capacidade autorregulatória inerente do corpo, assim vc promove saúde, mas principalmente vai criando capacidade de adaptação e ficando cada vez mais forte e “antifrágil” as instabilidades cotidianas, vai progressivamente elevando seu potencial.

E para isso sempre acreditei nesse progresso evolutivo através do prazer, mas vamos lá, isso não significa que não haverá um árduo esforço e algumas interpéries ok?! O caminho nem sempre é fácil, mas minha escolha é que seja no mínimo divertido! A diferença é como vc aplica e vivencia tudo isso:

Grande parte dos estudos mostram que nosso tecido conjuntivo responde melhor a tensões e estímulos de magnitude baixas a moderadas e balanceadas. E o que o prazer é a dor têm a ver com isso? Muitos dos nossos desconfortos são um misto do que acontece no físico associado a como seu cérebro interpreta isso através de suas experiências, físicas mentais e emocionais. Ou seja, quando vc se movimenta com prazer, vc está dando uma nova informação ao seu sistema límbico criando novos inputs, novas formas de sentir! Penso da mesma forma quando toco um paciente e sempre tento lembrá-los de que o toque é uma forma de movimentar o corpo e que movimentar conscientemente o corpo é uma forma de tocar os tecidos!

Mais um pouquinho: o tecido conjuntivo tem inúmeros receptores de baixo limear chamados “fibras C táteis” que quando estimulados “suavemente” transmitem sinais ao córtex insular, pré frontal e cingulado, onde a informação sensorial x afetiva é integrada dando origem ao toque límbico. Este tipo de toque produz uma cascata de efeitos como modulação do sistema nervoso autônomo (responsável pela sua saúde e bem estar), modulação de dor, sistema imune, funções psicoendócrinas, comportamentais afetivas…

Essa não é a única forma, mas é a que eu escolhi! Toque, movimente-se, vivencie-se e evolua através do amor e não da dor!